terça-feira, 18 de maio de 2010

Mimi...





Durante muito tempo tive um gato. Mimi era o seu nome. Não era uma “Brastemp”, mas tinha o seu charme... Pelo menos pra mim. Era preto e do tipo “comum”, sem  grandes” atrativos”. Mas eu gostava dele. Lembro-me dele na cozinha, perto da porta com “batentes” que davam pro quintal. (Ah, Batentes? São degraus, meu querido leitor – aliás, será que você é curitibano?!?)
A porta da cozinha aberta, sua latinha de comida e a de leite no canto. (Sabe aquelas latas redondas de goiabadas? As ditas cujas). Eu tinha entre três e cinco anos. Lembro do meu aniversário de quatro anos nessa casa de portas azul-escuras, partidas as meio como janelas...
Eu me sentia feliz nessa casa. Lembro do som da campainha quando meu pai chegava... e de vir correndo pra vê-la abrir-se: primeiro a metade de cima, depois seu braço abrindo o “ferrolho” (não sei dizer isso em curitibanês) de baixo e entrando e me abraçando. Sua galega – era assim que ele me chamava: galega. Um dia mudamos de lá. Não sei pra onde nem por que. Mimi não foi conosco. Ficou.
Todos me disseram que gato é assim mesmo: “traiçoeiro” e só gosta da casa, não dos donos. Por isso “prefere” ficar na casa.
Sabe o que eu acho? Mimi não teve a chance de decidir. Depois de seus “habituais passeios”, deve ter voltado e encontrado a casa vazia... e ficou. (será que esperando que eu fosse buscá-lo?)
Sabe,  da próxima vez que eu tiver um gato e precisar – por alguma razão – mudar de casa, vou conversar com ele e contar pra ele.
Sabe do que mais? Ele não ficará lá, tenho certeza.
 Irá comigo... Por opção.
Acho que sou meio gata... (caramba, que convencida!) 

2 comentários:

Maria Parenteau disse...

you are sooooo cute. Tadinha da Mimi, ficou sem voce. Arruma outro gato ai vai...

Daize Lellys_Inglês através da Bíblia disse...

Com certza! Agora tenho três: Shelly, Mickey e Baby! Meus amores!